O Chat GPT foi disponibilizado pela Open AI ao público em 30 de novembro de 2022, e o interesse em experimentá-lo superou todas as expectativas. Tudo o que você precisa fazer para experimentar é fazer login e começar a conversar, como em uma sala de bate-papo. Por enquanto, o Open AI está coletando principalmente feedback, então o software é gratuito.
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Todos os sinais apontam para que a IA se torne uma parte regular do nosso trabalho e da nossa vida cotidiana mais cedo até do que pensávamos, e o Chat GPT com certeza é uma das inteligências artificiais mais impressionantes que surgiram, publicamente, nos últimos tempos.
A velocidade do uso da plataforma também não é de se ignorar. Em apenas 5 dias após sua estréia, em Novembro de 2022, eles alcançaram 1 milhão de usuários. A empresa dona do bot OpenAI já existe a mais de 7 anos e tem o Elon Musk entre investidores/fundadores. Mas só agora com o Chat GPT que ganhou essa notoriedade mundial.
E, como acontece com todas as novas tecnologias, ainda não podemos prever totalmente o impacto. Já existem pessoas até questionando se buscadores como o Google estão com os dias contados, pois usar um buscador deixaria de fazer sentido. Particularmente, acredito que ainda é um pouco cedo para pensar nisso.
Até porque, uma das empresas com maior investimento em IA no mundo é o próprio Google. Em 2018 a IA deles já conseguia manter uma conversa bem similar a de um humano no telefone.
Estima-se que a Microsoft investiu cerca de 10 bilhões na empresa. Um importante passo pois eles estão em uma corrida contra o Google e outros tech giants para ser líder em inteligência artificial.
Eles já tinham feito um investimento de cerca de 1 bi a anos atrás em serviços de nuvem (treinar modelos de IA gasta muito poder computacional e precisa de um bom espaço de armazenamento, por isso ter uma nuvem “sem pagar” é algo que ajuda muito).
Além de responder perguntas, o Chat GPT é capaz de resolver equações matemáticas, escrever textos completos, corrigir códigos de programação, fazer resumos e outras atividades.
Ainda que a plataforma não seja regida por quaisquer padrões éticos, ela cumpre a lei. Portanto, se você pedir os 10 passos para arrombar o carro trancado de alguém, ele não dirá.
Mas não é difícil enganá-lo: uma vez que você justifique seu pedido por motivos morais – por exemplo, você quer resgatar uma criança de um carro quente – ele provavelmente atenderá.
O modelo, hoje, depende de um conhecimento que foi colocado dentro dele. Logo, ele não consegue puxar coisas mais atuais pois tudo que ele “sabe sobre o mundo” vai até o ano de 2021.
Tradicionalmente, com o surgimento de novas tecnologias, os consumidores tendem a passar pelo Gartner Hype Cycle, que fornece uma representação gráfica da maturidade e da adoção de tecnologias e aplicativos, e como elas são possivelmente relevantes para solucionar problemas empresariais reais e explorar novas oportunidades.
O ciclo começa com o acionador de inovação, quando uma possível inovação tecnológica dá o pontapé inicial. Depois, vemos o pico de expectativas infladas, quando a publicidade inicial produz várias histórias de sucesso, quase sempre acompanhadas de muitos fracassos.
E temos o vale da desilusão, quando o interesse cai, à medida que experimentos e implementações não fornecem os resultados desejados. Os produtores da tecnologia decolam ou fracassam.
Isso é seguido pela ladeira da informação, quando surgem mais exemplos de como a tecnologia pode beneficiar a empresa começam a se concretizar e tornam-se mais amplamente compreendidos. Por fim, na planície da produtividade, a adoção convencional começa a decolar.
Com a atual empolgação do público em torno do ChatGPT, parece que estamos chegando ao pico do estágio das expectativas infladas. É importante que os profissionais de marketing definam expectativas realistas para os consumidores e naveguem pela integração do ChatGPT para mitigar os efeitos do estágio de desilusão. Enquanto isso, nós acompanhamos e, claro, nos beneficiamos dessa nova tecnologia quando possível.
Apesar de impressionar e resolver muitos problemas atuais, a IA para uso comercial e de marketing está apenas começando. Temos um longo, e fascinante, caminho pela frente.

Divulgação
Bruno Campos de Oliveira é CMO da ADSPLAY. É formado em Marketing pela EACH-USP e se especializou em digital através de imersões diretamente no Vale do Silício – EUA. Também concluiu o xBA, Xponential Business Administration, ministrado pela StartSe University (EUA) e Nova SBE (Portugal). Há mais de dez anos trabalha com marketing digital, mídia de performance, e-commerce, tendo a oportunidade de trabalhar com diversas grandes marcas no Brasil e no exterior. É professor e embaixador de digital marketing da Escola Britânica de Artes Criativas e Tecnologia no Brasil e co-autor do livro “Mídia Programática de A a Z”, o primeiro livro impresso sobre o tema no Brasil.















